short film: Os Gemeos by Ben Mor.

Short film "OSGEMEOS" by Ben Mor Estou na Noia Graffiti

Ben Mor produziu um pequeno filme com cenas dos trampos d’OSGEMEOS, os quais ganham movimentos um tanto psicodélicos. Um sonho, como o próprio descreve. Um vídeo irado que nos permite fazer um pouco parte da vida dos personagens.

doc: 120lbs #2

120lbs #2 blog Estou na noia graffiti

Depois do arregaço da primeira parte, chega em cena a segunda document.Ação de muito peso do 120 LIBRAS. Vai vendo! Pra quem não sabe do que estou falando, assiste esse aqui e receba o real vandalismo em São Paulo.

break: Não desisto de mim mesmo - Jonathan Miranda.

break: Não desisto de mim mesmo - Jonathan Miranda.


texto: Mas é que há tanto mas ao invés de mais.

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E cá estou, na fossa, buscando forças para me erguer, me iludindo. O dia faz sol, faz sol demais. Suado, peguento, fedido. Penso em tomar um banho e sair, mas não, não consigo. E eu aqui, jogado nessa terra, xingando o vizinho que escuta um brega no máximo... mas que caralho! Há dias em que a esperança nos preenche o peito e com um estalar de dedos tudo some, desalinha, perde o sentido. Sou um covarde, eu sei.

Fico aqui à esperar a morte lentamente, mas as pessoas gritam que eu preciso lutar, vencer, que acreditam em mim... Sabe, eu queria poder fazer mais. Mas é que há tanto 'mas' em mim, que não consigo me doar mais. Entende? As vezes me dá um certo desespero quando olho pra trás e vejo que não há pegadas, porque eu não caminhei, não me movi, sair do lugar. E eu quero, juro, eu quero, me elevar.

E quanto mais eu almejo, mais o 'mas' me atormenta. Sou meu pior critico, me diminuo, me descapacito. Sempre acreditei que cada um é seu próprio inimigo. Enxerga isso? Eu lamento pelos anos que deixei o 'mas' como menos, ao invés de mais, mais... Porra, eu só quero um MAIS! O amanhã, incerto pra variar, fica sendo poço de projetos, sonhos e metas inalcançáveis, que do amanhã vira próxima semana, mês que vem, meta de ano novo, que nunca vem.

Não vence, não renova, não muda... nada! Isso desgasta, parece fácil, mas não é. Reconheço e  desconheço onde fraquejei, nos traumas que deixei me abalar, porém é como se num estralar eles aparecessem e eu me travo, por inteiro. As pessoas se afastam, elas sentem, me culpam por nunca me abri com elas, não contar o que se passa. Se elas soubessem o quanto é triste e sujo tudo aqui dentro... Talvez o problema seja esse, expulsar tudo de dentro, exorcizar meus demônios, demonstrar o interior apodrecido. 'Mas' elas nunca sabem.

Graffiti Salvador | O Livro

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Nascida e mal-criada em Salvador, com olhar observador de nascença. Tais olhos que percorriam mais os caminhos do que os carros e ônibus nas ruas. Em meio aos detalhes, o graffiti sempre esteve lá, presente. Na época, a forma de divulgação não era tão abrangente como hoje em dia, era tudo visual, mais vivo. Vivo e distante. Mas não o estou julgando, acho lindo ver como a cena ganhou seu espaço e respeito - e assim como tudo na vida, passa por seus altos e baixos. Recordo-me que os muros tinham o endereço de um flog do fotolog. Hoje em dia, a assinatura já é o bastante para achar os grafiteiros - em diversos endereços. E o grafiteiros são chamados de artistas, o que não era tão reconhecido como há uns anos atrás.

Acredito que a cena do graffiti em Salvador tem sua identidade territorial. É um encaixe perfeito, dos tons, dos traços, tanto no graffiti quanto no pixo. Tem a sintonia que a cidade exala. Certo assim que a antropóloga Bárbara Falcón e a fotógrafa Carol Garcia desenvolveram essa obra de extrema importância para a rua, a qual contém diversas fotos dos trampos e perfil sobre cada artista, contando como começou, influências, o que carrega.

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Graffiti Salvador é uma publicação que apresenta o trabalho dos grafiteiros mais atuantes na capital da Bahia, Nordeste do Brasil. Traça um panorama atual sobre esta arte urbana e sua forma de democratizar a comunicação pública na cidade. Baseado em pesquisa etnográfica e entrevistas com os próprios artistas, seu conteúdo sugere um passeio por Salvador através de imagens e textos. Conduz o leitor para uma viagem através do imaginário e das experiências desses artistas, retomando trajetórias e retratando obras. Apresenta o grafitti soteropolitano, seus escritores urbanos, suas produções e temas recorrentes. O projeto homônimo, que inclui pesquisa e edição do livro, foi contemplado no edital setorial de literatura do Fundo Estadual de Cultura do Estado da Bahia em 2012. 
O livro foi feito em tiragem limitada, porém está acessível em PDF aqui. Vale muito a pena conhecer a arte e os artistas soteropolitanos! Informações no site Graffiti Salvador.