10:23

poesia estou na noia


 Seu veneno, ingeri.

Enganei-me com o que meus ouvidos diziam-me,
fazendo com que fosse doce-mel
o sabor amargo
do teu desprezo.
Até que olhei-me no espelho
e percebi que
seu veneno eu saboreio
sem ao menos interferir
na minha corrente sanguínea.
No meu corpo.
Na minha alma.
Afinal, ele é tão raso quanto o feiticeiro.
Fraco.
Impuro.
E eu sou medusa.
Eu sou bruxa.
Eu sou eu.
O seu veneno eu limpo,
eu curo,
com o meu veneno de ser o que você jamais será:
real.


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