texto | Uma mente enferma adoece o corpo e o espirito.

11:15

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O costume do desacostume é tenso. Estou acostumado a certos modos da vida, mas parece que não o bastante. Acreditamos friamente que somos escrotos, rígidos, filhos-da-puta sem coração mas, é por acreditar nisso, que nos damos mal - no plural. É por mentir para si. E por que mentir para si, se já há tantas mentiras cotidianas? Ciclo vicioso. Como quem tem o hábito da mentira alheia, acredita na própria mentira que discorre sobre tantos corpos. Conheci alguns seres medíocres que sofriam dessa doença. Falo sério, você precisa acreditar em mim, é uma doença.

Nós, ainda no plural, somos seres que nos adaptamos: no calor, no frio, no mato, enfim... Por isso a vida nos oferece cada fase de se foder. Não, não para nos adaptarmos, já somos cretinos o suficiente para isso. A vida visa nos oferecer a opção de ultrapassar, evoluir, aprender, elevar-se; para nos adaptarmos, suportarmos. E como é difícil! Ou eu possuo mais complexidades do que pensava ter... Você acha fácil? Creio que não.

A questão é que certos momentos da vida resolvem ressuscitar, talvez por não ter sido preenchido correta e completamente. E ai é que está: precisamos finalizar tudo que começamos, evitando o encosto. Ou deixamos os pensamentos e as neuras virem de mãos-dadas. E vem sem dó. Daí você pode perceber o quanto somos humanos. Aqui, olha! Carne, pele, osso! Dor e alegria, sangue nas veias. Sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sentimentos ligados aos órgãos - seria egoismo envolver apenas o coração. Uma mente pensante. E o quanto necessitamos do nosso supremo pensamento em ordem. Uma mente enferma adoece o corpo e o espirito. Tudo reflete. O câncer explica.

Não entendo nada de auto-ajuda, nem sobre conquistas trajadas de histórias tristes (essas sim) ou sou um ser de mente brilhante evoluído... Que nada. Sou um buscador. Só busco, quase sempre, entender e fazer com que meu corpo e meu espirito sejam um só ser. E um ser saudável. É uma luta que nunca cessa. Testar a fé se resume ao acordar e ter todos os pesos internos dormindo de conchinha.

> As fotos utilizadas nos textos são de autoria do blog. Acesse mais fotografias no tumblr.

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2 Comentários

  1. Saudações, Mônica

    Seu texto me fez lembrar de um filme titulado "Como Esquecer". Bom, não pretendo resenhar, mas segue o link do trailer para quem se interessar:

    https://www.youtube.com/watch?v=D3O65kdbIiE

    Baseado no escrito de Myriam Campello (Como Esquecer - Anotações quase inglesas), essa reflexão do cinema nacional vê a perda de um próximo lá do ponto de vista dos inconsoláveis (ou depressivos, pra quem tem estômago pra palavra).

    Em uma passagem, dois personagens debatem sobre a perda e não necessariamente usando essas palavras, mas partindo da ideia mesma, um personagem versa: "[...] A diferença da sua perda é que ela é definitiva. Você sabe que ele não vai voltar, o Pedro morreu. A minha certeza ainda é muito uma bifurcação."

    Sem mais, parabéns pelo texto.

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    Respostas
    1. Olá!

      Perdão o atraso, e gratidão ao comentário. Assisti ao trailer, interessantíssimo! Irei procurar o filme completo, desconhecia.

      As perdas, sejam quais forem, nos torturam. As perdas e as (in)certezas.

      Obrigada mesmo pelo comentário!

      Excluir

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