São só dois lados da mesma viagem

09:34


Se não me engano, no dia 10 de setembro embarquei a noite em direção a Paris com a minha mãe. Passamos semanas organizando documentação, bagagem, vacinas. Me despedindo dia a dia da comida brasileira, do clima quente, das pessoas, dos sotaques. Apesar de todo esse corre-corre eu não estava ciente realmente de que iria, não acreditava na verdade. Mas fomos. Fiquei feliz por ver minha mãe feliz ao meu lado no avião. O avião decolou, e brindamos com champanhe. Um brinde a você, rainha! Tiramos algumas fotos e jantamos. Bebi um vinho e fui dormir. Dormi a viagem inteira e acordei com minha mãe me chamando de leve para tomarmos café da manhã. Abri a janela um pouco e o sol estava esplendor. Comemos e após fiquei sabendo que logo pousaríamos. Encontraríamos meus tios no aeroporto de Paris, mas não poderíamos ficar lá pois houve complicações e não conseguimos embarcar no dia certo como planejado - que no caso era passar o fim de semana em Paris. Cancelamos hotel e tudo mais e ficamos um bom tempo no aeroporto com meus tios. Café, chocolate, conversa, risos e fotos. Finalmente embarcamos a noite para Dublin. Chegamos após uma hora e meia mais ou menos. Logo na chegada vi diferenças de países, como fumaça saindo da boca e o taxista do lado direito.
 No dia seguinte acordei em Dublin, incrível Dublin. Fomos para o centro a noite e eu não esperava que isso fosse fazer parte da minha vida. As pessoas tão bonitas e diferentes... As luzes da cidade, as lojas na rua, a calçada. Até a arquitetura! Os dias foram passando e chegou o dia da minha primeira aula. Não imaginava que possuía tantos imigrantes brasileiros aqui. E muito menos que iria gostar das pessoas, hehe. Minha sala era composta por Brasileiros e Venezuelanos. Logo após com mais uma mexicana, uma colombiana, uma russa e um africano. 
Ideologias e filosofias de vida. Sotaques e expressões. Cores e valores. Passados, presente e futuros. Ia observando um pouco disso em cada um. Nos americanos que me pediram informação, do Francês e dos Irlandeses que falavam espanhol, e conheciam algumas palavras em português.  Dos Irlandeses que aprendiam gírias em português  Dos vizinhos indianos.  Do chocolate quente que bebi com os árabes.  Da pixação que fiz em um nightclub com o Australiano. Da Pizza Hut com outro Irlandês. Do restaurante africano. Dos momentos com brasileiros. Dos momentos em que meu espanhol ia de mal a pior com os espanhóis. Da brasileira que veio de família Alemã. De gente da minha terra, de gente de toda terra e gente da minha gente, que veio das ruas. Aprendi que estou sempre apta a novos aprendizados. Por mais fúteis que possam transparecer, e por pessoas que passarão imperceptíveis, talvez. Sei que meu coração pulsa de medo quando eu penso em voltar dessa viagem. Os sentimentos se tornam sensíveis e intensos do lado de cá. A depressão nos arrodeia constantemente também. O medo de perder as pessoas por um tempo, de perder pra sempre. De o pra sempre na verdade nem existir. Os acertos e desacertos no itinerário que não foi planejado. 




 Are you brazilian? Ohh!  Nice! Riyo di janêro? Soum Paulô?... 

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4 Comentários

  1. Galera, agora o diário de intercambio será escrito também. Esse texto foi feito há bastante tempo e só agora resolvi posta-lo. XXX

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  2. Uau!Deve ter sido muito legl né flor? Nossa viajar para outro país e ainda com a mame do lado! haha
    http://www.momentosassim.com/

    ResponderExcluir
  3. Fico imaginando como é bacana fazer um intercâmbio :)
    Estou investindo no meu inglês, para que mais futuramente eu possa fazer uma viajem assim.

    Tecido_Doce

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  4. Se eu já tenho loucura de viajar pra fora do país, imagina lendo esses seus posts? Gosto muito.

    Ah, tem sorteio lá no meu blog.
    http://mundodaluaaa.wordpress.com/
    Beijo!

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