Espontaneamente, coração. +

10:59



Não pretendia, mas fui refém. É como aqueles casos em que o sequestrador e a vitima criam laços, entende? Fui a cada dia tentando me afastar, mas a cada dia você vinha me puxando. E sem saber foi me puxando perigosamente. Não conseguia mais deitar na mesma cama, sem te puxar pra perto, procurar teu pé com o meu, ou perder meu olhar sobre o seu. E acredite, muitas vezes agi por impulso. E acredite, muitas vezes tentei me controlar. Não pensei em nenhum momento te impressionar e conquistar, apenas quis te agradar, ver o teu riso. Pra mim isso é satisfatório. Quis evitar nossas conversas longas, suas mensagens de bom dia e quis evitar que me conhecesse. Mas você conseguiu tranquilamente conhecer cada pedacinho... Não pretendia sentir falta da sua cama, do seu corpo e de dormir com você. Mas você, impressionantemente, vai me ganhando dia-a-dia. Eu busco o que fazer, mas sem solução eu reciclo, e reciclo ideias. Mostrei-me fria e distante por medo. Sim, medo. Medo de te machucar, principalmente.  E lá vem você, com o sorriso mais sínico do mundo com uma carta na manga pra me derreter. Eu evitei tanto e na verdade acho que evito a toda hora. Eu me encanto e evito a toda hora. Eu apenas não pretendia, mas posso pretender, a toda hora.

Texto repostado. 


xxx


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4 Comentários

  1. Esse cabo de guerra dos sentimentos e relações nos arrebatam de uma forma. Gostei da forma clara, suave e intima que descreveu cada detalhe.
    Fiquei feliz de achar seu blog.
    Beijos

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  2. Hi Marie.
    Cabo de guerra, exato!!! Gostei dessa colocação também.
    Obrigada pelo lindo comentário! Beijão.

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  3. Que palavras boas de ler, são do tipo: passo exatamente por isso.
    Gostei.
    Beijo

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  4. Muito obrigada meu bem!! Beijo.

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