Quando eu olhar

16:00



Quando eu olho pra trás, e vejo tudo tão nítido, já não me assusto mais. Eu então sinto o vento percorrer meu corpo, bagunçar meu cabelo, me levando pra frente. Me puxando a alma. Não costumo aceitar arrependimentos, porque eu vejo tudo tão nítido. Como quem um dia não quis ver o futuro. Por favor, não tente me impedir... Tenho a sensação de que posso voar, é, eu posso mesmo. As pessoas e suas histórias em cada ruga. Ninguém pôde impedi-las. Quando eu olho pra tás... Carrego meu fardo e o carma de vidas passadas. Quem disse que não é possível?!. Por favor, não chora. Tudo então fica desfocado, eu tento enxergar mas não se é possível. Almas opacas, ofuscadas. Ouço risadas alheias e algumas vozes a chamar meu nome. Eu corro e não consigo alcança-las. Ou elas não podem me alcançar. Agora eu não tenho medo, não mais. Quando eu olhar pra trás não será uma fraqueza, é o renascimento.  


Na fotoVinnie Ruiz

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